Silêncio
" A mente que fazemos silenciar não se torna silenciosa. Torna-se uma mente morta.
Qualquer coisa que levamos a cabo, à força, tem de ser dominada de novo, repetidamente; é um processo sem fim. Só aquilo que chega a seu termo se põe fora do alcance do tempo.
Pode-se buscar o silêncio?
É ele uma coisa que se pode cultivar e acumular?
Para buscar o silêncio da mente, precisamos de saber o que ele é.
E sabemos o que é esse silêncio?
Podemos conhecê-lo pela descrição feita por outro; mas ele é descritível?
Saber é uma condição puramente verbal; processo de reconhecimento; e o que se reconhece não é o silêncio, pois este é sempre novo.
A experiência tem de cessar para que o silêncio venha à existência. O experimentador está sempre em busca de mais experiências; ele deseja novas sensações, ou repetição das velhas; ele anseia preencher-se, ser ou vir a ser alguma coisa. O experimentador é o criador de motivos; e, enquanto houver qualquer motivo, por mais subtil que seja, só haverá "compra" de silêncio; mas isso não é silêncio".
Krishnamurti


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